sexta-feira, 20 de junho de 2014

Transparência das Informações, um dever público.


Ponte Nova, 18 de junho de 2014.

Ofício.

Ilmos. Senhor Prefeito e Vereadores do Município de Ponte Nova,

Venho através deste SUGERIR que a Prefeitura divulgue dados do município por meio das redes sociais, sites, jornais e demais meios de comunicação.

A transparência e a maior divulgação de informações públicas é uma maneira de aproximar a população do município e também de fazê-la conhecer mais como funcionam as políticas públicas e o próprio executivo. Transparência é um dos pilares da Democracia.

Algumas informações que julgo interessante ver divulgadas:
·         
       Quantidade de Bairros e Distritos da cidade.
·         Quantidade de Moradores em cada Bairro Aproximadamente.
·         Arrecadação Municipal.
·         Convênios com o Estado e Governo Federal.
·         Quantidade de Funcionários da Prefeitura.
·         Quantidade de Funcionários por Setor.
·         Gastos mensais da Prefeitura e Câmara (Folha de Pagamento, Investimentos, Manutenção, Transporte, Saúde, Educação, Saneamento, Repasses, Etc.).
·         Dívidas da Prefeitura.
·         Número de Escolas e Quantidade de alunos.
·         Médicos do Munícipio.
·         Locais de Atendimento dos médicos e Horário.
·         Espaços públicos para lazer.
·         Calendário Anual Esportivo e Cultural.
·         Veículos e Máquinas da Prefeitura.
·         Toda informação pública é relevante.

Nas notícias do município, em seus meios de comunicação, sempre vejo anúncio de algum projeto ou alguma coisa que está acontecendo relacionado a um dos temas que tratei acima. Isso é muito importante, mas é de extrema importância a população ter acesso aos dados da cidade de maneira completa e didática, não apenas noticias esporádicas.

Solicito apoio da Câmara dos Vereadores para cobrar essas informações do Executivo e, da mesma forma, sugiro a esta Casa divulgar as informações de ações e gastos.

Estou à disposição para contribuir com mais informações para facilitar esse diálogo entre poderes público e população.

Atenciosamente,
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Felipe Polesca

Diretor de Cultura da ONG Puro Verde



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cidades Brasileiras – Precisamos Planejar


Com o crescimento industrial, as cidades brasileiras tiveram maior expansão e desenvolvimento na segunda metade do século XX. Famílias migraram do campo para cidade em busca de trabalho, educação, saúde e melhores condições de vida. Este fenômeno foi conhecido como êxodo rural.

Porém, o povoamento das cidades, na maioria dos casos, aconteceu sem planejamento ou com um planejamento bem inferior ao que deveria acontecer de fato. Exemplo da Capital mineira, Belo Horizonte, planejada para ser dentro de uma Avenida (Contorno) e para 1 milhão de habitantes, hoje está com mais de 4 milhões, sem contar a região metropolitana.

Por isso, encontramos cidades com vários problemas decorrentes deste crescimento desordenado. Também é verdade que havia uma visão muito limitada do mundo e imaginávamos que tudo era farto e que a vida continuaria simples.

Não obstante, mesmo no ano de 2014, apesar de termos ciência dos problemas e os sentirmos a todo o momento (trânsito moradia, saneamento, violência, saúde, lazer, educação, etc.), ainda engatinhamos no que diz respeito às soluções.

Na minha visão, os dois principais motivos para engatinharmos nas soluções são: falta de estrutura política e serviços públicos competentes para fazer as correções, concomitantemente à alienação de uma sociedade pouco participativa, que foi educada com poucos estímulos de pensamento coletivo.

Devemos ser humildes em reconhecer nossos erros para podermos enxergar as soluções. Cada cidade deve reunir sua população (setor público, privado e sociedade civil) para, juntos, com sabedoria, informação e conhecimento, traçar as soluções e o planejamento de uma cidade ideal, corrigindo os erros em curto, médio e longo prazo.  

Nas grandes metrópoles os problemas são maiores e mais difíceis, mas em cidades de pequeno e médio porte, algumas alterações podem trazer resultados inimagináveis para a população.

E, ao invés de esperamos a solução de cima-para baixo (Governo Federal, Estadual e Municipal), devemos entender que a solução pode vir de baixo para cima (Ponte Nova-BH-Brasília), até mesmo porque somente a população de cada cidade conhece seus reais problemas, sem desmerecer o suporte do governo (em todos os níveis) que é essencial.


É muito importante fazer essa reflexão acontecer e criar o PLANEJAMENTO de como queremos nossa cidade. 

Felipe Polesca