Em junho de 2012 entrei em uma “briga”
pela melhoria da cidade de Ponta Nova, defendendo, dentre outros temas, a necessidade
da construção da alça do Anel Rodoviário, ligando a MG-329 (Ponte Nova-Rio
Casca) à BR-120 (Ponte Nova-Viçosa).
Assim sendo, criei a petição
pública intitulada “Anel Rodoviário Já!!!”, que recolheu aproximadamente 2.000
assinaturas em um documento que demonstrava a importância Econômica, Social e
Ambiental da obra, além de solicitar empenho do Governo Municipal, Estadual e
Federal para construção.
A questão das assinaturas era
algo simbólico, tendo em vista que a construção da alça do Anel Rodoviário trata-se
de questão política, como quase tudo neste Brasil. Porém, a petição “Anel
Rodoviário Já!!!” cumpriu seu objetivo, pois trouxe o tema da importância da
obra para todas rodas de conversas sobre desenvolvimento de Ponte Nova. Foi
amplamente divulgado na impressa local e prometido por TODOS os candidatos à
prefeitura nas eleições de 2012. Hoje, a necessidade da construção é algo mais do
que consolidado.
Não obstante, quando vou
aprofundar sobre o tema com os lideres políticos da região, para darmos sequência
ao projeto, a coisa PARA. Ninguém assume a responsabilidade.
As lideranças locais que apoiam o
Governo Federal dizem que a questão é problema do Governo Estadual. Quando
encontro com apoiadores do Governo Estadual, eles dizem que é problema do
Governo Federal.
Mas afinal de contas, alguém sabe
de quem é o problema?
Você acha que o Governador, em
seu gabinete, está preocupado com Anel Rodoviário em Ponte Nova? E a mesma
coisa, a Presidenta, com tantas questões para se resolver no Brasil tem tempo
para se preocupar com 12 quilômetros de ampliação de uma estrada em um município
da Zona da Mata mineira?
Claro que não!!!!
O PROBLEMA É NOSSO, O PROBLEMA É
DA CIDADE. É QUESTÃO MUNICIPAL.
E a solução só vai acontecer na
hora que houver uma real mobilização por parte do poder local (Prefeitura de
Ponte Nova), não através de verba, pois isso sabemos que a cidade não dispõe, mas
através de mobilização e pressão. Devemos “agilizar” questões que não dependem
exclusivamente de verba.
Se os atuais representantes do
Município não se organizarem, convocarem a população, associações, empresários
e lideres políticos da região, esse Anel Rodoviário não sai.
Para finalizar, seguem algumas
dicas de questões que já podem ser providenciadas pelo Governo Municipal, para começar
“agilizar” a construção do Anel Rodoviário, para o bem de Ponte Nova.
·
- Identificar quem são os proprietários/possuidores das terras que estão no traçado do Anel Rodoviário, com a devida manutenção do arquivo fundiário obtido;
- · Elaborar orçamento do projeto do Anel Rodoviário;
- · Fazer o projeto;
- · Consultar e elaborar o meio jurídico cabível para aquisição das propriedades, seja via desapropriação judicial ou amigável;
- · Pressionar o Governo Estadual e Federal;
- · Reunir com os proprietários/posseiros apresentando a valorização que o imóvel terá com a construção do Anel Rodoviário, visando já complementar o cadastro fundiário e saber se há abertura para negociação amigável, como parte da estratégia de aquisição das áreas afetadas pelo empreendimento.
- · Convocar a cidade a participar dessa discussão;
- · E por ai vai...
O que não pode acontecer é ficar
passando responsabilidade para frente. O Anel Rodoviário é questão Municipal e
sempre será!
