sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sabedoria e Sociedade.

Segundo o mais importante filósofo chinês, Confúcio, que viveu no século V antes de Cristo, existem três métodos de ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e, terceiro, por experiência, que é o mais amargo.

Partindo deste entendimento, faço alguns paralelos buscando identificar o porquê da sociedade brasileira se encontrar nessa atual situação de atraso de um país de terceiro mundo.  

O Brasil foi um país colonizado por Portugal, que teve como interesse inicial apenas utilizar o continente como colônia para exploração, ou seja, sem criar vínculos ou estabelecer aqui uma “civilização”.

É bom lembrar que a civilização no Brasil já existia, os índios. Um povo com um estilo mais “primitivo”, natural, e com uma “sabedoria” mais simples. Eles ainda não haviam alcançado a “elevação” do pensamento moderno que lhes permitiria enxergar outras possibilidades. Não estou falando que a cultura deles era inferior, muito pelo contrário, mas era uma cultura diferente da dominante. Os colonizadores poderiam e deveriam ter tirado grandes aprendizados da maneira como índio convivia em sociedade e como ele interagia com a natureza.

O resto da história, todos conhecem. O índio foi brutalmente exterminado, o continente foi explorado, e o Brasil se tornou independente e depois República em 1889.

Com o passar dos tempos, a base do que deveria ser uma nação sólida e de uma civilização estruturada não foi bem preparada, muito pelo contrário. Nossa história desde seu início foi marcada por muitos conflitos e revoltas. Várias falhas aconteceram, principalmente pela falta de Sabedoria.

Desde o princípio sofremos com essa colonização que visou o interesse de poucos e a exploração de tudo. Dessa maneira, é fácil perceber porque estamos nessa situação. Somente na hora que o Brasil se tornou República é que começamos a nos desenvolver e nos transformar em uma nação melhor, a lentos passos. Sofremos golpe de falta de Sabedoria no fim da década de 50, onde os líderes da época vislumbraram que o país precisava investir e formar mão de obra técnica, verdadeiros robôs para a então e em forte expansão, Revolução Industrial.

As escolas pararam de ensinar e formar pensadores, e começaram a formar mão de obra em massa, que tinha o único objetivo de ganhar dinheiro e produzir, sem planejar, sem se preocupar, sem pensar no futuro, na proteção das nossas riquezas naturais e em um crescimento equilibrado.

Na minha cidade, Ponte Nova, interior de Minas Gerais, tudo que foi produzido no início do século foi perdido, a estação de ferro já se foi, as antigas fazendas, os casarões em grande parte já caíram ou estão mal conservados, os costumes, a cultura, os valores; e ai a cidade e o país vão crescendo sem planejamento e estrutura.

Como bem diz Confúcio: A terceira maneira de adquirir Sabedoria é a mais amarga e, infelizmente, estamos nela.


Educação: Precisamos voltar a formar pensadores. 


quinta-feira, 12 de março de 2015

Pós Capitalismo


Este tema de uns tempos para cá tem me gerado bastante interesse. Estamos vivendo o auge da era capitalista e continuamos a crescer, apesar deste sistema já ter se demonstrado insustentável.

Dissertar sobre temas totalmente inseridos na nossa cultura é algo muito delicado e difícil, mas o exercício filosófico é sempre necessário para refletirmos a forma humana de se viver.

O capitalismo é um sistema que se consolidou de fato durante a revolução industrial, com o entendimento e a definição de propriedade privada e a geração do lucro como fonte de sobrevivência e desenvolvimento.

De certa forma o capitalismo é uma ferramenta interessante e útil, que nada mais é que pagar por aquilo que certa pessoa é capaz de produzir para sociedade. Porém, estamos “esbarrando” em alguns pontos que quando o capitalismo começou a ser disseminado não se imaginava. O principal ponto é a limitação do mundo quanto à capacidade de absorver tudo que a modernidade permite produzir e consumir.

Existem estudos que medem o impacto do ser humano no Planeta Terra, um deles é chamado Human FootPrint. Estes estudos apontam que cada vez mais rápido o ser humano está consumindo o que a Terra é capaz de oferecer e recompor em um ano.  No ano de 2014 consumimos tudo que a Terra é capaz de produzir e recompor em 8 meses, ou seja o resto já está indo para cota extra.

Por isso, a revisão do nosso principal modelo de organização civil é necessária.

As leis e regulamentos sobre a maneira que devemos organizar, em grande parte, foram elaboradas em períodos em que se tinha o mundo como algo muito maior, grandioso e infinito. Não conhecíamos ou não dimensionávamos o poder de destruição do ser humano. Somos uma espécie predadora e devastadora. Precisamos alcançar uma maneira de viver em harmonia com o Planeta Terra se quisermos preservar nossa espécie, pois do modo que estamos vivendo acabamos por acelerar a nossa extinção.

Você já refletiu como vivíamos há 50 anos? É gritante observar como os hábitos mudaram. Nada contra o desenvolvimento e o conforto que ele nos proporciona, mas é hora de encontrarmos o equilíbrio, pois nos esquecemos de cuidar de muitas coisas básicas e que já estão nos fazendo falta.

Voltando à tese de pós-capitalismo, teoria em desenvolvimento, depois dessa breve introdução, a única semente que quero deixar plantada neste artigo é de pensarmos em tudo e, principalmente, as empresas, o que produzimos e como trabalhamos em algo social, já que tudo existe para oferecer algo para a sociedade.


Nos próximos artigos aprofundarei na tese das empresas como ferramentas sociais e, assim, vamos criando as teorias do pós-capitalismo.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bloco Folclore do Bilisquete – 2015 – Ano IV – SOS Natureza.


Para situar os leitores o “Folclore do Bilisquete” é um bloco pré-carnavalesco criado em 2012 visando resgatar o charmoso e tradicional carnaval de rua com muita alegria, dança e boa música.

O nome do bloco homenageia o saudoso Bilisquete: personalidade ilustre de Ponte Nova, que, sempre muito elegante, levava a vida distribuindo simpatia, paz e amor pelas ruas da cidade.

No segundo ano do bloco, decidimos criar um tema para todos os anos transmitir uma mensagem de reflexão para os foliões. Em 2013 tivemos como lema a seguinte frase: “Ser brasileiro é Ser Multicultural.” Tema mais que apropriado devido à pluralidade que é ser brasileiro, no ano de 2014 levamos uma mensagem mais universal com o tema: “Paz na Terra”, diante de tantos atos violentos praticados pelo mundo utilizamos o bloco para refletir sobre a necessidade básica de se ter Paz. As camisas do bloco foram estampadas com o dizer “Paz na Terra” em vários idiomas procurando atingir o maior número de pessoas.

Para o ano de 2015 vamos continuar com a pegada de trazer uma mensagem de reflexão universal. O tema escolhido para o ano IV do bloco “Folclore do Bilisquete” é o grito de “SOS Natureza”.

A evolução da civilização e a modernidade estão trazendo grandes desafios para humanidade. O maior desafio que iremos enfrentar nas próximas décadas é conseguir o equilíbrio entre Preservar a Natureza e o Desenvolvimento.

Um dos grandes problemas ainda enfrentados no Brasil é o desmatamento e a falta de politicas eficientes que combatam a destruição das florestas, a preservação dos nossos rios e mares e a manutenção da fauna.

Por isso que o Bloco “Folclore do Bilisquete” trás para o seu quarto ano a reflexão e o grito de “SOS Natureza” para que o Brasil trabalhe para proteger melhor seus tão valiosos recursos naturais. Não podemos nos calar diante dos crimes ambientais que estão sendo praticados no Brasil, precisamos de normas claras de proteção da fauna, flora e rios.


Participe do bloco pré carnavalesco “Folclore do Bilisquete” que no ano de 2015 irá desfilar pelas ruas do Bairro de palmeiras no dia 07 de fevereiro.