Este tema de uns tempos para cá
tem me gerado bastante interesse. Estamos vivendo o auge da era capitalista e
continuamos a crescer, apesar deste sistema já ter se demonstrado
insustentável.
Dissertar sobre temas totalmente
inseridos na nossa cultura é algo muito delicado e difícil, mas o exercício
filosófico é sempre necessário para refletirmos a forma humana de se viver.
O capitalismo é um sistema que se
consolidou de fato durante a revolução industrial, com o entendimento e a
definição de propriedade privada e a geração do lucro como fonte de
sobrevivência e desenvolvimento.
De certa forma o capitalismo é
uma ferramenta interessante e útil, que nada mais é que pagar por aquilo que
certa pessoa é capaz de produzir para sociedade. Porém, estamos “esbarrando” em
alguns pontos que quando o capitalismo começou a ser disseminado não se
imaginava. O principal ponto é a limitação do mundo quanto à capacidade de
absorver tudo que a modernidade permite produzir e consumir.
Existem estudos que medem o
impacto do ser humano no Planeta Terra, um deles é chamado Human FootPrint. Estes estudos apontam que cada vez mais rápido o
ser humano está consumindo o que a Terra é capaz de oferecer e recompor em um
ano. No ano de 2014 consumimos tudo que
a Terra é capaz de produzir e recompor em 8 meses, ou seja o resto já está indo
para cota extra.
Por isso, a revisão do nosso
principal modelo de organização civil é necessária.
As leis e regulamentos sobre a
maneira que devemos organizar, em grande parte, foram elaboradas em períodos em
que se tinha o mundo como algo muito maior, grandioso e infinito. Não
conhecíamos ou não dimensionávamos o poder de destruição do ser humano. Somos
uma espécie predadora e devastadora. Precisamos alcançar uma maneira de viver
em harmonia com o Planeta Terra se quisermos preservar nossa espécie, pois do
modo que estamos vivendo acabamos por acelerar a nossa extinção.
Você já refletiu como vivíamos há
50 anos? É gritante observar como os hábitos mudaram. Nada contra o desenvolvimento
e o conforto que ele nos proporciona, mas é hora de encontrarmos o equilíbrio,
pois nos esquecemos de cuidar de muitas coisas básicas e que já estão nos
fazendo falta.
Voltando à tese de pós-capitalismo,
teoria em desenvolvimento, depois dessa breve introdução, a única semente que
quero deixar plantada neste artigo é de pensarmos em tudo e, principalmente, as
empresas, o que produzimos e como trabalhamos em algo social, já que tudo
existe para oferecer algo para a sociedade.
Nos próximos artigos aprofundarei
na tese das empresas como ferramentas sociais e, assim, vamos criando as teorias
do pós-capitalismo.

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