quinta-feira, 12 de março de 2015

Pós Capitalismo


Este tema de uns tempos para cá tem me gerado bastante interesse. Estamos vivendo o auge da era capitalista e continuamos a crescer, apesar deste sistema já ter se demonstrado insustentável.

Dissertar sobre temas totalmente inseridos na nossa cultura é algo muito delicado e difícil, mas o exercício filosófico é sempre necessário para refletirmos a forma humana de se viver.

O capitalismo é um sistema que se consolidou de fato durante a revolução industrial, com o entendimento e a definição de propriedade privada e a geração do lucro como fonte de sobrevivência e desenvolvimento.

De certa forma o capitalismo é uma ferramenta interessante e útil, que nada mais é que pagar por aquilo que certa pessoa é capaz de produzir para sociedade. Porém, estamos “esbarrando” em alguns pontos que quando o capitalismo começou a ser disseminado não se imaginava. O principal ponto é a limitação do mundo quanto à capacidade de absorver tudo que a modernidade permite produzir e consumir.

Existem estudos que medem o impacto do ser humano no Planeta Terra, um deles é chamado Human FootPrint. Estes estudos apontam que cada vez mais rápido o ser humano está consumindo o que a Terra é capaz de oferecer e recompor em um ano.  No ano de 2014 consumimos tudo que a Terra é capaz de produzir e recompor em 8 meses, ou seja o resto já está indo para cota extra.

Por isso, a revisão do nosso principal modelo de organização civil é necessária.

As leis e regulamentos sobre a maneira que devemos organizar, em grande parte, foram elaboradas em períodos em que se tinha o mundo como algo muito maior, grandioso e infinito. Não conhecíamos ou não dimensionávamos o poder de destruição do ser humano. Somos uma espécie predadora e devastadora. Precisamos alcançar uma maneira de viver em harmonia com o Planeta Terra se quisermos preservar nossa espécie, pois do modo que estamos vivendo acabamos por acelerar a nossa extinção.

Você já refletiu como vivíamos há 50 anos? É gritante observar como os hábitos mudaram. Nada contra o desenvolvimento e o conforto que ele nos proporciona, mas é hora de encontrarmos o equilíbrio, pois nos esquecemos de cuidar de muitas coisas básicas e que já estão nos fazendo falta.

Voltando à tese de pós-capitalismo, teoria em desenvolvimento, depois dessa breve introdução, a única semente que quero deixar plantada neste artigo é de pensarmos em tudo e, principalmente, as empresas, o que produzimos e como trabalhamos em algo social, já que tudo existe para oferecer algo para a sociedade.


Nos próximos artigos aprofundarei na tese das empresas como ferramentas sociais e, assim, vamos criando as teorias do pós-capitalismo.


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