quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cidades Brasileiras – Precisamos Planejar


Com o crescimento industrial, as cidades brasileiras tiveram maior expansão e desenvolvimento na segunda metade do século XX. Famílias migraram do campo para cidade em busca de trabalho, educação, saúde e melhores condições de vida. Este fenômeno foi conhecido como êxodo rural.

Porém, o povoamento das cidades, na maioria dos casos, aconteceu sem planejamento ou com um planejamento bem inferior ao que deveria acontecer de fato. Exemplo da Capital mineira, Belo Horizonte, planejada para ser dentro de uma Avenida (Contorno) e para 1 milhão de habitantes, hoje está com mais de 4 milhões, sem contar a região metropolitana.

Por isso, encontramos cidades com vários problemas decorrentes deste crescimento desordenado. Também é verdade que havia uma visão muito limitada do mundo e imaginávamos que tudo era farto e que a vida continuaria simples.

Não obstante, mesmo no ano de 2014, apesar de termos ciência dos problemas e os sentirmos a todo o momento (trânsito moradia, saneamento, violência, saúde, lazer, educação, etc.), ainda engatinhamos no que diz respeito às soluções.

Na minha visão, os dois principais motivos para engatinharmos nas soluções são: falta de estrutura política e serviços públicos competentes para fazer as correções, concomitantemente à alienação de uma sociedade pouco participativa, que foi educada com poucos estímulos de pensamento coletivo.

Devemos ser humildes em reconhecer nossos erros para podermos enxergar as soluções. Cada cidade deve reunir sua população (setor público, privado e sociedade civil) para, juntos, com sabedoria, informação e conhecimento, traçar as soluções e o planejamento de uma cidade ideal, corrigindo os erros em curto, médio e longo prazo.  

Nas grandes metrópoles os problemas são maiores e mais difíceis, mas em cidades de pequeno e médio porte, algumas alterações podem trazer resultados inimagináveis para a população.

E, ao invés de esperamos a solução de cima-para baixo (Governo Federal, Estadual e Municipal), devemos entender que a solução pode vir de baixo para cima (Ponte Nova-BH-Brasília), até mesmo porque somente a população de cada cidade conhece seus reais problemas, sem desmerecer o suporte do governo (em todos os níveis) que é essencial.


É muito importante fazer essa reflexão acontecer e criar o PLANEJAMENTO de como queremos nossa cidade. 

Felipe Polesca

Um comentário:

  1. E a direita tentando barrar o decreto presidencial número 8.243/2014, que determina a criação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), ou seja, institui e incentiva a participação popular - de baixo para a cima - nas decisões políticas. Querem querem que a sociedade civil continue alienada e não participativa
    vejam a reportagem de direita:
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/partidos-tentam-barrar-decreto-bolivariano-de-dilma

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