Com o crescimento industrial, as
cidades brasileiras tiveram maior expansão e desenvolvimento na segunda metade
do século XX. Famílias migraram do campo para cidade em busca de trabalho,
educação, saúde e melhores condições de vida. Este fenômeno foi conhecido como
êxodo rural.
Porém, o povoamento das cidades,
na maioria dos casos, aconteceu sem planejamento ou com um planejamento bem inferior
ao que deveria acontecer de fato. Exemplo da Capital mineira, Belo Horizonte, planejada
para ser dentro de uma Avenida (Contorno) e para 1 milhão de habitantes, hoje
está com mais de 4 milhões, sem contar a região metropolitana.
Por isso, encontramos cidades com
vários problemas decorrentes deste crescimento desordenado. Também é verdade
que havia uma visão muito limitada do mundo e imaginávamos que tudo era farto e
que a vida continuaria simples.
Não obstante, mesmo no ano de 2014,
apesar de termos ciência dos problemas e os sentirmos a todo o momento (trânsito
moradia, saneamento, violência, saúde, lazer, educação, etc.), ainda
engatinhamos no que diz respeito às soluções.
Na minha visão, os dois
principais motivos para engatinharmos nas soluções são: falta de estrutura política
e serviços públicos competentes para fazer as correções, concomitantemente à alienação
de uma sociedade pouco participativa, que foi educada com poucos estímulos de
pensamento coletivo.
Devemos ser humildes em
reconhecer nossos erros para podermos enxergar as soluções. Cada cidade deve reunir sua
população (setor público, privado e sociedade civil) para, juntos, com
sabedoria, informação e conhecimento, traçar as soluções e o planejamento de
uma cidade ideal, corrigindo os erros em curto, médio e longo prazo.
Nas grandes metrópoles os
problemas são maiores e mais difíceis, mas em cidades de pequeno e médio porte,
algumas alterações podem trazer resultados inimagináveis para a população.
E, ao invés de esperamos a
solução de cima-para baixo (Governo Federal, Estadual e Municipal), devemos
entender que a solução pode vir de baixo para cima (Ponte Nova-BH-Brasília), até
mesmo porque somente a população de cada cidade conhece seus reais problemas,
sem desmerecer o suporte do governo (em todos os níveis) que é essencial.
É muito importante fazer essa
reflexão acontecer e criar o PLANEJAMENTO de como queremos nossa cidade.
Felipe Polesca
E a direita tentando barrar o decreto presidencial número 8.243/2014, que determina a criação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), ou seja, institui e incentiva a participação popular - de baixo para a cima - nas decisões políticas. Querem querem que a sociedade civil continue alienada e não participativa
ResponderExcluirvejam a reportagem de direita:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/partidos-tentam-barrar-decreto-bolivariano-de-dilma